O conceito Responsabilidade Social é hoje
discutido em vários segmentos da sociedade, por partir do princípio que
interessa a todos e está diretamente ligado ao desenvolvimento. São
muitas as evidências de que os indicadores de desenvolvimento estão
sendo repensados de forma a considerar o bem-estar das pessoas e a
sustentabilidade do planeta. Com a ampliação do acesso aos meios de
comunicação e a agilidade na troca de experiências e notícias, a
sociedade venceu barreiras geográficas e passou a acompanhar de perto
diferentes culturas e mercados, estabelecendo novas redes de
relacionamento e formatando novos conceitos sobre o desenvolvimento.
Trata-se de um processo de captação e otimização de energias, recursos e
competências, capaz de gerar um sistema de relacionamento que organiza
indivíduos e instituições de origens diferentes em torno de um só
movimento para a responsabilidade social.
As empresas têm um papel importante nesse movimento, incorporando o
assunto com uma visão estratégica de sustentabilidade, o que contribui
para a estruturação de políticas e métodos, além de articular canais de
relacionamento com outros setores. O Terceiro Setor e os governos também
têm investido em uma comunicação estratégica, buscando dialogar com os
seus parceiros, esclarecendo os objetivos e fortalecendo as
oportunidades de atuação complementar. Esse ‘diálogo intersetorial’
contribui de forma estrutural para o desenvolvimento integrado e reforça
a importância das iniciativas individuais nesse processo, considerando
que o ser humano é o principal agente de todas as iniciativas, sejam
elas empresariais, governamentais, institucionais ou individuais. Mas
como promover redes de relacionamento que sustentem a responsabilidade
social como um valor pessoal e coletivo a ser considerado nas decisões e
atitudes do cotidiano? É preciso ir além do discurso e investir no
diálogo. E, para dialogar, tem que existir interesse comum e senso de
confiança e reciprocidade.
A comunicação estratégica é a plataforma para esse diálogo que visa o
desenvolvimento integrado, pois está inserida em toda a dinâmica da
responsabilidade social como meio de abordar os interesses e buscar
caminhos para sustentar os resultados. O grande desafio é a estruturação
de informações e meios que estimulem o relacionamento entre os
interessados e direcionem o senso crítico para uma postura mais coesa e
comprometida. Com a diversidade dos veículos de comunicação e dos
formatos com que as notícias correm, fica difícil entender como as
pessoas reúnem informação e formulam os seus conceitos e opiniões sobre
uma empresa, uma marca ou uma causa socioambiental. Nesse contexto,
ganham diferencial competitivo as organizações e indivíduos que
estiverem sintonizados com a nova dinâmica da comunicação, que visa o
relacionamento.
Desenvolver redes de relacionamento que promovam o diálogo intersetorial
é uma necessidade para o presente e um investimento para o futuro.
Graciana
Rizério, relações públicas
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