Finalmente, chegamos à era da comunicação
institucional – ufa! Também pudera, o mundo mudou, a sociedade mudou e
com a comunicação não seria diferente. Olhando para as décadas de 70, 80
e 90, vamos observar que a divulgação das empresas estava restrita
eminentemente ao produto, por conseguinte, à propaganda e publicidade.
Não era preciso a empresa dizer quem ela era, mas sim, o que produzia.
As questões conceituais tinham um tratamento superficial e, em muitos
casos, sequer mencionadas na comunicação da empresa com seus públicos.
As marcas traduziam notadamente os atributos do produto - exaltando a
estampa, funcionalidade e utilidade. Não faziam referência à empresa que
os fabricava, sua gente, seus valores, princípios e práticas. Enfim,
fazer propaganda era sinônimo de fazer comunicação.
A globalização, a abertura de mercados e a necessidade de envolver as
empresas na solução dos problemas do planeta e da humanidade, nos
levaram a um novo conceito de comunicação, centrado na divulgação da
identidade da empresa, em quem ela é, o que pensa e que atos pratica.
Para vender seus produtos, as empresas precisam agregar a eles os seus
valores; e é justamente esse conjunto de atributos cultivados pelas
organizações modernas, que se constitui na matéria-prima do trabalho de
comunicação institucional, aquela, voltada para promover a imagem da
empresa como um ser pensante, latente e partícipe.
No que concerne ao “modus operandi”, o produto está dentro da área do
marketing, e sua promoção envolve questões mercadológicas, propriamente,
afetas ao segmento de varejo, pontos de venda, transações em rede,
franquias, etc, insumos da área de propaganda. Já a comunicação
institucional inclui outras vertentes, como as relações públicas e o
jornalismo, cujos papéis são o de ajudar as empresas a falarem com os
seus públicos por elas próprias, permitindo serem conhecidas pelos
valores que cultivam e pelos princípios que apregoam. Nesse contexto, é
mister da comunicação institucional criar e manter vivos os canais de
interatividade.
É importante observar a interface que existe entre o marketing, a
propaganda, o jornalismo e as relações públicas, devendo essa
particularidade ser considerada no planejamento estratégico que se faça
em qualquer uma dessas áreas, pois todas elas permeiam o universo da
comunicação.
Márgara Morais, jornalista
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